A história do Kyokushin

Hyung Yee nasceu na Coréia em 1923. Adotou o nome japonês “Masutatsu Oyama” (elevação da alta montanha) quando decidiu dedicar sua vida ao karate.Em sua terra natal, Hyung Yee descobriu cedo as artes marciais locais, principalmente o tae-kyon e o tae-kwon-pup, raízes do tae-kwon-do. Ainda em seu país, Oyama estudou também diferentes formas do kenpo chinês e japonês. Nessa época, o principal modelo de Oyama era Otto von Bismarck, unificador da Alemanha. “Queria ser o ‘Bismarck do Oriente’. Então, saí de casa aos 13 anos e fui para Tóquio”.Na capital japonesa, Oyama praticou inicialmente o judô. Em 1938, matriculou-se na escola de karate shotokan. “Pratiquei o shotokan, mas já duvidava de sua abordagem linear. Não gostava da idéia de controlar minhas técnicas. Era rígido demais para mim, então saí”. Oyama deixou o dojo shotokan dois anos depois. Passou a dedicar-se, então, ao goju-ryu e ao estudo Zen.”No karate, o espírito conta mais que a técnica ou a força. É ele que permite ao indivíduo se mover e agir em plena liberdade. Para fortalecer o espírito, a meditação Zen é muito importante. Através dela, podemos vencer a emoção e o pensamento. O homem que quer seguir a via do karate não pode negligenciar o Zen e o aperfeiçoamento espiritual”.

Exílio voluntário

Em 1948, Oyama se impôs um exílio voluntário de 18 meses, no monte Kiyosumi (Japão). “Todos que se dedicam a uma causa devem passar por um período de isolamento. Meu treinamento cotidiano começava bem cedo, com uma sessão de purificação espiritual sob as águas geladas de uma cascata. Depois, eu voltava correndo à minha humilde moradia para continuar o treino. Mudava pedras e troncos de árvores de lugar, mergulhava nas torrentes geladas. E terminava o treino matinal com nova sessão de meditação. A tarde era dedicada à prática do karate. Instalei makiwaras nos troncos das árvores e os golpeava durante várias horas, com os punhos e com os pés. Exercitava também o quebramento até que o estado de minhas mãos me impedisse de continuar”.Na medida em que Oyama tomava consciência de sua força, um projeto começou a germinar em seu espírito: o de realizar uma façanha fora do comum, que provasse a superioridade do karate sobre todas as outras formas de combate a mãos nuas. Decidiu repetir o feito de certos praticantes de kenpo de Okinawa e abater touros.

Duelo com touros

Oyama foi a diferentes matadouros da prefeitura de Shiba, a fim de testar seu poder de golpe. Depois de várias tentativas cuidadosas, ele conseguiu abater o primeiro touro. A técnica consistia em desferir um golpe com o punho direto (tsuki) sobre a fronte do animal.Em 1950, pela primeira vez, Oyama enfrentou um touro em uma arena. O animal dobrou sob o efeito do primeiro tsuki, mas Oyama não conseguiu acabar com ele. Tentou um golpe circular com a mão (mawashi-shutô-uchi) e quebrou os chifres do animal. Depois disso, no Japão e nos Estados Unidos, enfrentou 52 touros, partindo os chifres de 49 e matando os outros três. Um desses confrontos foi filmado pela Shochiku Motion Picture.

A prova dos cem combates

Ainda restava um desafio a ser vencido. Oyama decidiu reviver, no Karate Kyokushin, uma antiga prova praticada nas escolas de kendo e judô: os cem combates.Oyama foi além. Lutou por três dias consecutivos. Cem combates a cada dia. Oyama saiu seriamente ferido de uma das provas, mas venceu todas elas.

A OrganizaçãoEntre 1952 e 1954, a convite da US Professional Wrestling Association, Oyama fez mais de 200 demonstrações pelos Estados Unidos e aceitou numerosos desafios contra lutadores e pugilistas.”Na verdade, não tinha vontade de partir nessa turnê. Desgostava-me aceitar dinheiro por demonstração de Budo, mas era preciso viver. Ofereciam-me 100 dólares por semana e todas as despesas pagas. Para o pós-guerra, no Japão, era uma fortuna. Eu era muito forte nesse tempo. Poderia ser campeão de atletismo, mas tudo que me interessava era o karate”.Em 1954, Oyama retornou ao Japão onde fundou o primeiro “Oyama Dojo”.A organização Kyokushin-Kai foi fundada três anos mais tarde, em 1957. Oyama preferiu deixá-la à margem das outras organizações japonesas de karate, pois não apreciava o business-karate e os constantes desentendimentos da Japan Karate Association. Pagou um alto preço por isso.

“Queria realizar o primeiro campeonato mundial no salão de artes marciais (Budo-kan), em Tóquio. Era o único imóvel capaz de acomodar mais de 10 mil espectadores. Entretanto, notificaram-me que o Budo-kan não seria alugado para mim, pois achavam que o Kyokushin não era um karate legítimo. Porém, mais tarde, verifiquei que um poderoso dirigente de outra associação de karate estava por trás do incidente. Alguns anos antes, ele havia me oferecido uma grande ajuda financeira se eu concordasse em filiar o Kyokushin à sua organização, mas eu recusei”.

Em 1958, Edward Bobby Lowe criou a ramificação havaiana da Kyokushin-kai e, no ano seguinte, organizou, em Honolulu, o First Hawaian Karate Tournament, primeiro torneio oficial de Karate Kyokushin. Nessa ocasião, Oyama fez uma demonstração de kata e quebramento. Em 1960, o segundo torneio havaiano já contava com a participação de 16 países.Em 1962, foi organizado no Madison Square Garden, em Nova Iorque, o primeiro North American Open Karate Tournament. Dois anos depois, a organização Kyokushin já ocupava espaço na crônica internacional ao ter aceitado um desafio lançado por lutadores tailandeses. A escola de Oyama delegou três de seus representantes para ir a Bangkok.Neste mesmo ano, foi criada a International Karate Organization (IKO). Hoje, a organização Kyokushin está presente em mais de 130 países. Todos os anos, em cada um deles, realizam-se competições regionais e nacionais que preparam os competidores para o torneio mundial de Tóquio, a cada quatro anos.

Shokei Matsui nasceu em 15 de janeiro de 1963, em Chiba, Japão. Desde criança, demonstrava interesse em praticar esportes. Fez ginástica olímpica, natação e kendo. Mas seu maior desejo era aprender karate.Aos 13 anos, ingressou na Matriz Mundial de Karate Kyokushin, em Tóquio. Renunciou a todas as diversões e, três anos depois, já era faixa marrom no estilo.Em 1979, Matsui participou pela primeira vez do Campeonato Regional Norte do Japão e se classificou em 5º lugar. Era o início da maratona por colocações melhores. No ano seguinte, foi vice-campeão do I Campeonato do Estado de Chiba. Ainda aos 17 anos, participou do XII Campeonato Nacional e ficou entre os 4 melhores.Em 1983, durante o XV Campeonato Nacional, Matsui fraturou três costelas. Mesmo machucado, venceu mais duas lutas. E continuaria o combate não fosse a intervenção do Mestre Oyama.

O episódio o fez refletir e intensificar o treinamento

Apesar do esforço, no ano seguinte, Matsui não pôde participar do XVI Campeonato Japonês. Ao fazer agachamentos com uma carga de 200 kg, deslocou a coluna e teve que suspender as atividades físicas por seis meses.Exemplo de garra e determinação, Matsui chegou ao título de campeão nos XVII e XVIII Campeonatos Nacionais.Com a proximidade do campeonato Mundial, Matsui passou a treinar de 8 a 10 horas por dia. Embora não estivesse entre os favoritos ao título, Matsui surpreendeu a todos e sagrou-se o campeão entre os 207 atletas participantes!Indagado sobre o que fora preciso para alcançar a primeira colocação, Matsui deu uma lição: “Primeiro, ficar forte. Depois, confiar em si próprio e treinar muito. Não esquecer o valor do kihon. Ter sempre disposição e vontade de avançar cada vez mais. E fazer do karate uma parte da própria vida, seja nos momentos alegres ou tristes”.

Depois de sua aposentadoria como atleta, em 1987, Matsui passou a técnico da seleção japonesa e viajou ao redor do mundo junto do Mestre Oyama para dar demonstrações técnicas da arte.Com a morte do Mestre Oyama, em 1994, a indicação de Shokei Matsui para sucedê-lo surpreendeu a todos. Mas, foi o próprio Mestre quem o escolheu, em seu testamento. No início, ninguém acreditava que Matsui, com apenas 33 anos, conseguiria dar continuidade aos planos do Mestre.Após a realização do primeiro Mundial organizado por Matsui, as opiniões sobre ele mudaram.

Mestre Oyama havia tomado a decisão certa

Comecei a praticar karate com 15 anos de idade. Conheci o mestre Mas. Oyama quatro anos depois.Aos 21 anos, desisti da carreira de engenheiro agrônomo e passei a trabalhar como instrutor na matriz Kyokushin-kai, em Tóquio.A convivência com os veteranos na academia durou dois anos e meio e, nesse ínterim, conseguir me graduar como 2º grau na faixa preta. Como previsto, retornei à minha cidade natal, Fukui-ken, para abrir uma academia.

Posteriormente, fui designado a participar do convívio do karate fora do Japão, em países como China, Austrália e Estados Unidos.

Ao final de minhas viagens, chegou-se a um consenso de que meu destino final seria o Brasil. Em 10 de outubro de 1972, desci no Aeroporto Internacional de Viracopos, na cidade de Campinas, em São Paulo.Lembro-me que chovia torrencialmente naquele dia e me assustei com as condições do aeroporto: isolado, localizado em meio a uma densa vegetação, nada parecido com os outros que conheci.

Sem saber ao certo onde estava e sem falar ou entender uma palavra em português, segui os demais passageiros até chegar ao portão de desembarque, onde ouvi uma voz dizer “OSSU”. Só então senti que estava no aeroporto de Viracopos de verdade, e me veio a lógica de que São Paulo era um lugar amplo e repleto de oportunidades.

Minha maior surpresa aconteceu chegar ao centro de São Paulo e me deparar com altos prédios aglomerados e uma infinita quantidade de carros correndo para todos os lados.Pela primeira vez em minha vida, fiquei inseguro. Estava fadado a ficar num país desconhecido, cujo idioma não sabia nem uma palavra.

Porém, com o tempo, passei a conhecer os costumes do Brasil, e os próprios alunos da academia me ensinaram o idioma português.

Hoje, posso dizer que meu maior aprendizado foi o de gostar deste país que é vinte e cinco vezes maior que minha terra natal, o Japão.

Descobri que, no Brasil, a lei é o calor humano. Aqui, reina o homem, enquanto que, no Japão, o homem concorre com o tempo e com as máquinas. Aos poucos, percebi que o povo daqui jamais seguiria os princípios japoneses, o que me fez tomar a primeira grande decisão: ficaria no Brasil de três a quatro anos e, depois, retomaria a meu país de origem.Passados seis meses, coloquei-me em xeque novamente. Lembrei as palavras do mestre Mas. Oyama: “O que você vai fazer voltando a um país tão pequeno e apertado se aí, no Brasil que é 25 vezes maior, é certo que terá mais chances? Gostaria que você ampliasse os princípios do Kyokushin na América do Sul e que se servisse de base para a introdução desta atividade…”.

Comecei a pensar também nas palavras meus alunos brasileiros:

“Já estávamos acostumados com seus métodos. Se ficar apenas quatro anos conosco e, depois, retornar ao Japão, nos encaminharão um outro e nós nunca saberemos em quem confiar ou de quem seguir os passos…”.

Resolvi, então, fazer uma aposta comigo mesmo. Veria até onde conseguiria chegar e o que conseguiria fazer para que o Kyokushin se tornasse conhecido por todos.

Em agosto de 1973, meu objetivo estava traçado.

A partir de então, passei a me dedicar intensamente à descoberta de meios para aprimorar o ensino do Kyokushin e fazer com que os adeptos confiassem em mim e seguissem meus passos. Queria fazer nascer, na América do Sul, atletas de nível, capazes de enfrentar adversários de diversos países.Após anos de árduos treinos e de convivência com vários alunos, surgiram muitos e esplêndidos praticantes, mas ninguém conseguiu superar ou mesmo se igualar ao nível técnico de dois atletas: FRANCISCO FILHO e GLAUBE FEITOSA.

Desde o início, ambos cresceram como grandes atletas, disputando as primeiras posições com karatecas de nível internacional. Em 1999, Francisco Filho sagrou-se campeão mundial, concretizando, assim, um de meus objetivos quando vim ao Brasil.

Filho e Feitosa deixaram um caminho a ser trilhado por outros brasileiros, como Ewerton Teixeira, por exemplo, franco favorito a vencer o mundial de 2007.

Mas, para fazer com que os competidores brasileiros atingissem esse nível, e se tornassem atletas renomados e de grande respeito, além de meu empenho, foi fundamental o apoio do coronel REIZO NISHI. Não poderia deixar de citar, ainda, o amigo de mais de trinta anos, capitão MÁRIO UETI.

Agradeço, também, à família OKAMOTO pelos conselhos e, principalmente à família que constituí aqui no Brasil, que soube me compreender sem contradizer minhas reclamações.

Devo ressaltar o amparo recebido por parte de todos os superintendentes desta modalidade, instrutores e alunos que participam ou um dia participaram da família Kyokushin.


Fonte: Site Liberdade



Filosofia do Kyokushin

São necessários mil dias de efetiva participação na academia para se chegar apenas ao limiar da filosofia Kyokushin, e dez mil dias de árduo treinamento para se alcançar sua compreensão total. É um caminho longo e difícil, de dedicação incansável e constante. Nessa preparação do corpo e do espírito, a humildade é fundamental para se adquirir segurança e, daí, autoconfiança e uma visão maior da vida.

Os primeiros mil dias o colocam na porta de entrada da filosofia Kyokushin e correspondem ao período que vai da faixa branca à faixa marrom.

Só quando recebe o primeiro grau de faixa preta, o aluno se inicia efetivamente na filosofia Kyokushin.

O treinamento não é um caminho florido; é rotina repetitiva e simples. Suportar essa rotina é a coisa mais importante, é o meio de adquirir a confiança em si, a base do autocontrole, para então adquirir uma total e perfeita serenidade de espírito.

Disse meu mestre, Masutatsu Oyama: “o pastor tem o dever de levar diariamente suas reses ao rio, mas beber ou não a água dependerá do animal”.

E acrescentou: “perder dinheiro é perder pouco; perder confiança é perder muito; mas, perder a coragem é perder tudo, porque perderá a si próprio”.

“Dinheiro não é tudo, nem o mais importante na vida. Ele deve vir naturalmente a você, como conseqüência de seu trabalho honrado”.

Realmente, perder a confiança é grave, pois não há como recuperá-la com dinheiro. No entanto, a coragem franca é a virtude capital. Sem coragem, perdemos as mais esplêndidas chances da vida. O covarde erra o alvo e, por fim, perde a si próprio.

Quem trilhar essa estrada entenderá a filosofia Kyokushin, que se resume em:

  1. 1 - Ser rigoroso consigo mesmo
  2. 2 - Ser compreensivo com seus semelhantes
  3. 3 - Venerar seus pais
  4. 4 - Ser fiel à pátria.

Esses princípios norteiam a vida do atleta, para que não seja dominado pelo egoísmo; jamais use a agressão física; seja sempre generoso com os fracos; respeitoso e afetuoso com os pais e irmãos; dando tudo de si, velando e trabalhando pelo progresso e pela paz da pátria e da humanidade.

Para realizar essas recomendações, é preciso que saiba defender a si mesmo e aos outros. Do contrário, não poderá nunca defender sua organização e servir seu país e a humanidade. Para isso, é necessário humildade, sem se esquecer de manter a vigilância elevada; falar pouco e ter o coração aberto, transbordando amor e misericórdia. É importante ter uma visão ampla para poder enxergar sob todos os ângulos.

Dessa forma, será honrado por todos, querido e amado.

Só um homem de boa saúde física espiritual poderá ser forte o bastante para ser um bom líder e um bom administrador.

A expectativa de vida de um homem é de cerca de setenta anos. Façam dessa vida, curta e longa ao mesmo tempo, algo maravilhoso, meritório e repleto de paz.

A todos aqueles que aprendem e praticam Kyokushin, peço que não se esqueçam desses ensinamentos, dediquem-se arduamente aos treinamentos diários e sejam cada vez mais felizes. É o que rogo a Deus.

"Sosai" Masutatsu Oyama

Hyung Yee nasceu na Coréia em 1923. Adotou o nome japonês “Masutatsu Oyama” (elevação da alta montanha) quando decidiu dedicar sua vida ao karate.Em sua terra natal, Hyung Yee descobriu cedo as artes marciais locais, principalmente o tae-kyon e o tae-kwon-pup, raízes do tae-kwon-do. Ainda em seu país, Oyama estudou também diferentes formas do kenpo chinês e japonês. Nessa época, o principal modelo de Oyama era Otto von Bismarck, unificador da Alemanha. “Queria ser o ‘Bismarck do Oriente’. Então, saí de casa aos 13 anos e fui para Tóquio”.Na capital japonesa, Oyama praticou inicialmente o judô. Em 1938, matriculou-se na escola de karate shotokan. “Pratiquei o shotokan, mas já duvidava de sua abordagem linear. Não gostava da idéia de controlar minhas técnicas. Era rígido demais para mim, então saí”. Oyama deixou o dojo shotokan dois anos depois. Passou a dedicar-se, então, ao goju-ryu e ao estudo Zen.”No karate, o espírito conta mais que a técnica ou a força. É ele que permite ao indivíduo se mover e agir em plena liberdade. Para fortalecer o espírito, a meditação Zen é muito importante. Através dela, podemos vencer a emoção e o pensamento. O homem que quer seguir a via do karate não pode negligenciar o Zen e o aperfeiçoamento espiritual”.


>Exílio Voluntário

Em 1948, Oyama se impôs um exílio voluntário de 18 meses, no monte Kiyosumi (Japão). “Todos que se dedicam a uma causa devem passar por um período de isolamento. Meu treinamento cotidiano começava bem cedo, com uma sessão de purificação espiritual sob as águas geladas de uma cascata. Depois, eu voltava correndo à minha humilde moradia para continuar o treino. Mudava pedras e troncos de árvores de lugar, mergulhava nas torrentes geladas. E terminava o treino matinal com nova sessão de meditação. A tarde era dedicada à prática do karate. Instalei makiwaras nos troncos das árvores e os golpeava durante várias horas, com os punhos e com os pés. Exercitava também o quebramento até que o estado de minhas mãos me impedisse de continuar”.Na medida em que Oyama tomava consciência de sua força, um projeto começou a germinar em seu espírito: o de realizar uma façanha fora do comum, que provasse a superioridade do karate sobre todas as outras formas de combate a mãos nuas. Decidiu repetir o feito de certos praticantes de kenpo de Okinawa e abater touros.


Duelo com touros

Oyama foi a diferentes matadouros da prefeitura de Shiba, a fim de testar seu poder de golpe. Depois de várias tentativas cuidadosas, ele conseguiu abater o primeiro touro. A técnica consistia em desferir um golpe com o punho direto (tsuki) sobre a fronte do animal.Em 1950, pela primeira vez, Oyama enfrentou um touro em uma arena. O animal dobrou sob o efeito do primeiro tsuki, mas Oyama não conseguiu acabar com ele. Tentou um golpe circular com a mão (mawashi-shutô-uchi) e quebrou os chifres do animal. Depois disso, no Japão e nos Estados Unidos, enfrentou 52 touros, partindo os chifres de 49 e matando os outros três. Um desses confrontos foi filmado pela Shochiku Motion Picture.


A prova dos cem combates

Ainda restava um desafio a ser vencido. Oyama decidiu reviver, no Karate Kyokushin, uma antiga prova praticada nas escolas de kendo e judô: os cem combates. Oyama foi além. Lutou por três dias consecutivos. Cem combates a cada dia. Oyama saiu seriamente ferido de uma das provas, mas venceu todas elas.


A Organização

Entre 1952 e 1954, a convite da US Professional Wrestling Association, Oyama fez mais de 200 demonstrações pelos Estados Unidos e aceitou numerosos desafios contra lutadores e pugilistas.”Na verdade, não tinha vontade de partir nessa turnê. Desgostava-me aceitar dinheiro por demonstração de Budo, mas era preciso viver. Ofereciam-me 100 dólares por semana e todas as despesas pagas. Para o pós-guerra, no Japão, era uma fortuna. Eu era muito forte nesse tempo. Poderia ser campeão de atletismo, mas tudo que me interessava era o karate”.Em 1954, Oyama retornou ao Japão onde fundou o primeiro “Oyama Dojo”.A organização Kyokushin-Kai foi fundada três anos mais tarde, em 1957. Oyama preferiu deixá-la à margem das outras organizações japonesas de karate, pois não apreciava o business-karate e os constantes desentendimentos da Japan Karate Association. Pagou um alto preço por isso.

“Queria realizar o primeiro campeonato mundial no salão de artes marciais (Budo-kan), em Tóquio. Era o único imóvel capaz de acomodar mais de 10 mil espectadores. Entretanto, notificaram-me que o Budo-kan não seria alugado para mim, pois achavam que o Kyokushin não era um karate legítimo. Porém, mais tarde, verifiquei que um poderoso dirigente de outra associação de karate estava por trás do incidente. Alguns anos antes, ele havia me oferecido uma grande ajuda financeira se eu concordasse em filiar o Kyokushin à sua organização, mas eu recusei”.

Em 1958, Edward Bobby Lowe criou a ramificação havaiana da Kyokushin-kai e, no ano seguinte, organizou, em Honolulu, o First Hawaian Karate Tournament, primeiro torneio oficial de Karate Kyokushin. Nessa ocasião, Oyama fez uma demonstração de kata e quebramento. Em 1960, o segundo torneio havaiano já contava com a participação de 16 países.Em 1962, foi organizado no Madison Square Garden, em Nova Iorque, o primeiro North American Open Karate Tournament. Dois anos depois, a organização Kyokushin já ocupava espaço na crônica internacional ao ter aceitado um desafio lançado por lutadores tailandeses. A escola de Oyama delegou três de seus representantes para ir a Bangkok.Neste mesmo ano, foi criada a International Karate Organization (IKO). Hoje, a organização Kyokushin está presente em mais de 130 países. Todos os anos, em cada um deles, realizam-se competições regionais e nacionais que preparam os competidores para o torneio mundial de Tóquio, a cada quatro anos.


Fonte: Site Liberdade

"Kancho" Shokei Matsui

Shokei Matsui nasceu em 15 de janeiro de 1963, em Chiba, Japão. Desde criança, demonstrava interesse em praticar esportes. Fez ginástica olímpica, natação e kendo. Mas seu maior desejo era aprender karate. Aos 13 anos, ingressou na Matriz Mundial de Karate Kyokushin, em Tóquio. Renunciou a todas as diversões e, três anos depois, já era faixa marrom no estilo. Em 1979, Matsui participou pela primeira vez do Campeonato Regional Norte do Japão e se classificou em 5º lugar. Era o início da maratona por colocações melhores. No ano seguinte, foi vice-campeão do I Campeonato do Estado de Chiba. Ainda aos 17 anos, participou do XII Campeonato Nacional e ficou entre os 4 melhores. Em 1983, durante o XV Campeonato Nacional, Matsui fraturou três costelas. Mesmo machucado, venceu mais duas lutas. E continuaria o combate não fosse a intervenção do Mestre Oyama.

O episódio o fez refletir e intensificar o treinamento.

Apesar do esforço, no ano seguinte, Matsui não pôde participar do XVI Campeonato Japonês. Ao fazer agachamentos com uma carga de 200 kg, deslocou a coluna e teve que suspender as atividades físicas por seis meses. Exemplo de garra e determinação, Matsui chegou ao título de campeão nos XVII e XVIII Campeonatos Nacionais.Com a proximidade do campeonato Mundial, Matsui passou a treinar de 8 a 10 horas por dia. Embora não estivesse entre os favoritos ao título, Matsui surpreendeu a todos e sagrou-se o campeão entre os 207 atletas participantes!Indagado sobre o que fora preciso para alcançar a primeira colocação, Matsui deu uma lição: “Primeiro, ficar forte. Depois, confiar em si próprio e treinar muito. Não esquecer o valor do kihon. Ter sempre disposição e vontade de avançar cada vez mais. E fazer do karate uma parte da própria vida, seja nos momentos alegres ou tristes”.

Depois de sua aposentadoria como atleta, em 1987, Matsui passou a técnico da seleção japonesa e viajou ao redor do mundo junto do Mestre Oyama para dar demonstrações técnicas da arte. Com a morte do Mestre Oyama, em 1994, a indicação de Shokei Matsui para sucedê-lo surpreendeu a todos. Mas, foi o próprio Mestre quem o escolheu, em seu testamento. No início, ninguém acreditava que Matsui, com apenas 33 anos, conseguiria dar continuidade aos planos do Mestre. Após a realização do primeiro Mundial organizado por Matsui, as opiniões sobre ele mudaram.

Mestre Oyama havia tomado a decisão certa.


Fonte: Site Liberdade

"Shihan" Seiji Isobe

Comecei a praticar Karate com 15 anos de idade. Conheci o mestre Mas. Oyama quatro anos depois. Aos 21 anos, desisti da carreira de engenheiro agrônomo e passei a trabalhar como instrutor na matriz Kyokushin-kai, em Tóquio.A convivência com os veteranos na academia durou dois anos e meio e, nesse ínterim, conseguir me graduar como 2º grau na faixa preta. Como previsto, retornei à minha cidade natal, Fukui-ken, para abrir uma academia. Posteriormente, fui designado a participar do convívio do karate fora do Japão, em países como China, Austrália e Estados Unidos.

Ao final de minhas viagens, chegou-se a um consenso de que meu destino final seria o Brasil.Em 10 de outubro de 1972, desci no Aeroporto Internacional de Viracopos, na cidade de Campinas, em São Paulo.Lembro-me que chovia torrencialmente naquele dia e me assustei com as condições do aeroporto: isolado, localizado em meio a uma densa vegetação, nada parecido com os outros que conheci. Sem saber ao certo onde estava e sem falar ou entender uma palavra em português, segui os demais passageiros até chegar ao portão de desembarque, onde ouvi uma voz dizer “OSSU”. Só então senti que estava no aeroporto de Viracopos de verdade, e me veio a lógica de que São Paulo era um lugar amplo e repleto de oportunidades.

Minha maior surpresa aconteceu chegar ao centro de São Paulo e me deparar com altos prédios aglomerados e uma infinita quantidade de carros correndo para todos os lados.Pela primeira vez em minha vida, fiquei inseguro. Estava fadado a ficar num país desconhecido, cujo idioma não sabia nem uma palavra.

Porém, com o tempo, passei a conhecer os costumes do Brasil, e os próprios alunos da academia me ensinaram o idioma português.

Hoje, posso dizer que meu maior aprendizado foi o de gostar deste país que é vinte e cinco vezes maior que minha terra natal, o Japão.

Descobri que, no Brasil, a lei é o calor humano. Aqui, reina o homem, enquanto que, no Japão, o homem concorre com o tempo e com as máquinas. Aos poucos, percebi que o povo daqui jamais seguiria os princípios japoneses, o que me fez tomar a primeira grande decisão: ficaria no Brasil de três a quatro anos e, depois, retomaria a meu país de origem.Passados seis meses, coloquei-me em xeque novamente. Lembrei as palavras do mestre Mas. Oyama:“O que você vai fazer voltando a um país tão pequeno e apertado se aí, no Brasil que é 25 vezes maior, é certo que terá mais chances? Gostaria que você ampliasse os princípios do Kyokushin na América do Sul e que se servisse de base para a introdução desta atividade…”.

Comecei a pensar também nas palavras meus alunos brasileiros:

“Já estávamos acostumados com seus métodos. Se ficar apenas quatro anos conosco e, depois, retornar ao Japão, nos encaminharão um outro e nós nunca saberemos em quem confiar ou de quem seguir os passos…”.

Resolvi, então, fazer uma aposta comigo mesmo. Veria até onde conseguiria chegar e o que conseguiria fazer para que o Kyokushin se tornasse conhecido por todos.

Em agosto de 1973, meu objetivo estava traçado.

A partir de então, passei a me dedicar intensamente à descoberta de meios para aprimorar o ensino do Kyokushin e fazer com que os adeptos confiassem em mim e seguissem meus passos. Queria fazer nascer, na América do Sul, atletas de nível, capazes de enfrentar adversários de diversos países.Após anos de árduos treinos e de convivência com vários alunos, surgiram muitos e esplêndidos praticantes, mas ninguém conseguiu superar ou mesmo se igualar ao nível técnico de dois atletas: FRANCISCO FILHO e GLAUBE FEITOSA.

Desde o início, ambos cresceram como grandes atletas, disputando as primeiras posições com karatecas de nível internacional. Em 1999, Francisco Filho sagrou-se campeão mundial, concretizando, assim, um de meus objetivos quando vim ao Brasil.

Filho e Feitosa deixaram um caminho a ser trilhado por outros brasileiros, como Ewerton Teixeira, por exemplo, franco favorito a vencer o mundial de 2007.

Mas, para fazer com que os competidores brasileiros atingissem esse nível, e se tornassem atletas renomados e de grande respeito, além de meu empenho, foi fundamental o apoio do coronel REIZO NISHI. Não poderia deixar de citar, ainda, o amigo de mais de trinta anos, capitão MÁRIO UETI.

Agradeço, também, à família OKAMOTO pelos conselhos e, principalmente à família que constituí aqui no Brasil, que soube me compreender sem contradizer minhas reclamações.

Devo ressaltar o amparo recebido por parte de todos os superintendentes desta modalidade, instrutores e alunos que participam ou um dia participaram da família Kyokushin.


Por Shihan Seiji Isobe - Presidente da Organização Kyokushin-Kaikan da América do Sul


São necessários mil dias de efetiva participação na academia para se chegar apenas ao limiar da filosofia Kyokushin, e dez mil dias de árduo treinamento para se alcançar sua compreensão total. É um caminho longo e difícil, de dedicação incansável e constante.

Comparo à escalada de uma montanha íngreme e rochosa. Nos treinos de Kyokushin, não há descanso nem atalhos que encurtem a chegada.

Nessa preparação do corpo e do espírito, a humildade é fundamental para se adquirir segurança e, daí, autoconfiança e uma visão maior da vida. Os primeiros mil dias o colocam na porta de entrada da filosofia Kyokushin e correspondem ao período que vai da faixa branca à faixa marrom. Só quando recebe o primeiro grau de faixa preta, o aluno se inicia efetivamente na filosofia Kyokushin.

O treinamento não é um caminho florido; é rotina repetitiva e simples. Suportar essa rotina é a coisa mais importante, é o meio de adquirir a confiança em si, a base do autocontrole, para então adquirir uma total e perfeita serenidade de espírito.

Os professores jamais poderão esquecer essa disciplina rígida, muito menos afrouxá-la, devendo trilhar sempre o bom exemplo da integridade e firmeza, e dispensar aos alunos sua melhor orientação, mostrando-lhes o próprio suor nos treinos diários e as virtudes da dedicação constante.

Disse meu mestre, Masutatsu Oyama: "o pastor tem o dever de levar diariamente suas reses ao rio, mas beber ou não a água dependerá do animal". E acrescentou: "perder dinheiro é perder pouco; perder confiança é perder muito; mas, perder a coragem é perder tudo, porque perderá a si próprio". "Dinheiro não é tudo, nem o mais importante na vida. Ele deve vir naturalmente a você, como conseqüência de seu trabalho honrado".

Realmente, perder a confiança é grave, pois não há como recuperá-la com dinheiro. No entanto, a coragem franca é a virtude capital. Sem coragem, perdemos as mais esplêndidas chances da vida. O covarde erra o alvo e, por fim, perde a si próprio.

Quem trilhar essa estrada entenderá a filosofia Kyokushin, que se resume em:

1- Ser rigoroso consigo mesmo
2- Ser compreensivo com seus semelhantes
3- Venerar seus pais
4- Ser fiel à pátria

Esses princípios norteiam a vida do atleta, para que não seja dominado pelo egoísmo; jamais use a agressão física; seja sempre generoso com os fracos; respeitoso e afetuoso com os pais e irmãos; dando tudo de si, velando e trabalhando pelo progresso e pela paz da pátria e da humanidade.

Para realizar essas recomendações, é preciso que saiba defender a si mesmo e aos outros. Do contrário, não poderá nunca defender sua organização e servir seu país e a humanidade. Para isso, é necessário humildade, sem se esquecer de manter a vigilância elevada; falar pouco e ter o coração aberto, transbordando amor e misericórdia. É importante ter uma visão ampla para poder enxergar sob todos os ângulos.

Dessa forma, será honrado por todos, querido e amado.

Só um homem de boa saúde física espiritual poderá ser forte o bastante para ser um bom líder e um bom administrador.

A expectativa de vida de um homem é de cerca de setenta anos. Façam dessa vida, curta e longa ao mesmo tempo, algo maravilhoso, meritório e repleto de paz.

A todos aqueles que aprendem e praticam Kyokushin, peço que não se esqueçam desses ensinamentos, dediquem-se arduamente aos treinamentos diários e sejam cada vez mais felizes. É o que rogo a Deus.


Fonte: Site Liberdade

"Shihan" Francisco Filho

Francisco Alves Filho, ou "Chiquinho", como ficou conhecido, nasceu no dia 10 de janeiro de 1971, em Souto Soares, Bahia. Começou a treinar Kyokushin aos 11 anos, incentivado (e patrocinado) pelo irmão mais velho. “Era o Hélcio quem pagava a mensalidade da academia”.

Filho confessa que seu objetivo era treinar dois anos e, depois, mudar para outras modalidades. “Queria conhecer um pouco de cada coisa. Mas, durante as aulas, comecei a perceber que o Kyokushin tinha filosofia, respeito, força, técnica, velocidade e disciplina. Então, me perguntei: ‘para quê sair do Kyokushin, se aqui posso aprender tudo?’”.


Campeonatos

Curiosamente, em sua estréia nas competições, aos 12 anos, Filho perdeu na primeira luta, para um faixa azul. “O sensei sempre reclamava, dizendo que faltava alguma coisa. Acredito que isto me ajudou”.

Aos 18 anos, Filho conquistou seu primeiro título internacional no Campeonato Sul-Americano.

Em 1991, ao derrotar o favorito Andy Hug no V Campeonato Mundial, em Tóquio, Filho foi eleito o atleta-revelação. “Essa vitória deu uma repercussão muito grande. Foi demais. Depois disso, em 94, passei pelo exame para 3º dan e venci as 30 lutas, o que impressionou muito”, lembra.

No ano seguinte, durante o VI Mundial, as atenções se voltaram a Filho e às grandes chances de ele se consagrar Campeão do Mundo. Ficou em 3º lugar, para sua grande decepção. “Foram quatro anos de treino rigoroso. Não podia viajar, não tinha feriado… Quando não consegui, falei para mim mesmo: ‘Acabou. Chega. Não quero mais’. Mas, aí você acaba pensando duas vezes antes de desistir. Este é o espírito do Kyokushin”.

A perseverança deu resultado e, em 1999, Francisco Filho deixou sua marca na história do Kyokushin como o único estrangeiro a vencer o Campeonato Mundial.


100 Lutas

“Fazer as 100 lutas no Japão foi um grande desafio. Trata-se do teste máximo do Kyokushin e quem se dispõe a fazê-lo precisa estar muito bem física e espiritualmente.

No começo do teste, estava ansioso. Assim que completei as 30 primeiras lutas, passei a me sentir mais tranqüilo. Quando passei pelo 60º combate, a situação começou a me preocupar novamente, pois eu estava com algumas lesões que dificultavam a aplicação de alguns golpes. Depois de realizadas 80 lutas, me corpo já não respondia de imediato. Comecei a sentir câimbras no peito e nas pernas. Felizmente, consegui controlar a dor e completar as 100 lutas sem nenhum acidente mais grave!”

Vale lembrar que Filho foi o único brasileiro a efetuar com êxito o teste das 100 lutas no Japão e o único no mundo a não precisar ser hospitalizado após o feito. Bateu o recorde de duração (3 horas e 2 minutos) e de número de vitórias (76 vitórias e 24 empates).


K-1

Em abril de 1997, após vencer o Campeonato Mundial por Categoria, Filho foi convidado para participar do K-1. “Minha estréia foi em junho de 97, contra Andy Hug, campeão do torneio de 96. Venci por nocaute logo no 1º. round. Falaram que eu escondia o jogo.”

À primeira vitória, seguiram-se outras várias. Filho venceu os quatro maiores campeões do K-1. Além de Andy Hug, o brasileiro derrotou Peter Aerts, Ernest Hoost e Remy Bonjasky. A rapidez com que nocauteou seus adversários tornou-o mundialmente conhecido pela marca “ichigueki” (um único golpe).

Hoje, como o primeiro Shihan brasileiro, Filho se dedica à formação de novos campeões. Em maio de 2006, inaugurou sua própria academia na cidade de Bragança Paulista (SP). Shihan Filho também é o atual presidente da Confederação Brasileira de Kyokushin.


Fonte: Site Liberdade

"Sensei" Marcos Furlan


Nome: MARCOS PAULO TAVARES FURLAN


PROFESSOR/TÉCNICO

Equipe campeã paulista (2002 a 03,04,05,06,07 e 09) . Preparou atletas entre os quais Andrews Nakahara (campeão) e Felipe Kuwabara (4 º lugar) no mundial por peso 2005. Formou 26 faixas pretas (desde 1996). Como todos os professores de karate kyokushin procura acima de tudo ajudar na formação do caráter e inserir noções de cidadania a todos os praticantes, concomitantemente aos alunos da Furlan Academia Kyokushin. Ministra aulas de kick boxing, enviando alunos aos eventos profissionais e amadores

PROMOTOR

01 Campeonato Brasileiro (2014), 05 Ichigeki MMA e Kick Boxing (2011. 2012, 2013, 2104 3 2015), 6 Campeonatos Paulistas na Cidade (1996,1998,2001,2005 e 2009, 2015), 13 Torneios Mogianos (1996,1997,1998,2003,2004,2007,2008 e 2010, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016), 1 Torneio Sul-americano (2000), 1 torneio Inter-Regional (1999), aproximadamente 200 apresentações.

PARTICIPAÇÕES E CLASSIFICAÇÕES EM CAMPEONATOS

a) INTERNACIONAIS

  • Campeão Sul-Americano (seletivo) Novembro/2002 (Chile)
  • Campeão Sul-americano Pesado Dez/1997 (seletivo) (Chile)
  • Vice-Campeão I Copa do Mundo (por equipes) Abril / 1998 (Paris-França)
  • 3º colocado II Copa do Mundo (por equipes) Set/2002 (S.P.-Brasil)
  • Classificou-se entre os 16 melhores atletas no VIII Campeonato Mundial (s/div.peso) Nov/2003
  • Vice-Campeão I Pan-Americano (s/div.peso) Set./ 1997 (N.Y.-EUA)
  • Vice-Campeão Sul-Americano (cat.super-pesado) Nov/2000 (Brasil)
  • Vice-Campeão Sul-Americano (cat.super-pesado Out/2004 (Brasil)
  • 3º Colocado Camp. Sul-Americano (s/div.peso) Dez/1997 (Chile)
  • 5º Colocado IX All American Open (s/div.peso) Jul/2005 (Nova York)
  • 5ºColocado II Camp.Pan-Americano (s/div.peso) Set/1998 (Nova York)
  • 5ºColocado III Camp. Pan-Americano (s/div.peso) Julho/1999 (Nova York)
  • 8º Colocado IV Camp.Pan-Americano (s/div.peso) Set/2000 (Nova York)
  • Participou do VII Campeonato Mundial 1999 perdendo na 3º luta
  • Empatou luta desafio (One-Match) contra o campeão Japonës – Shin Ito no Campeonato Japones ABR/2001 (Japão)
  • 5ºColocado no Sul-Americano (pesado) Fev/1997 (Sucre-Bolivia)
  • 9º Colocado no IX Camp.Sul-Americano (s/div.peso) Ago/1998 (São Paulo)
  • Participou no VII All American Open (s/div.peso) Junho/2003 (Nova York) perdendo nas oitavas de finais
  • Participou do III Campeonato Mundial maio/2005 (Tóquio-Japão)

b) NACIONAIS

  • Bicampeão Kyokushin Grand Prix (s/div.peso) marco/2004 (SP)
  • Campeão Kyokushi n Grand Prix (s/div.peso) março/2003 (SP)
  • Vice-Campeão XI Brasileiro (s/div.peso) Julho/1997 (São Paulo)
  • Campeão- I Inter-Estadual (s/div.peso) nov/1995 (Bahia)
  • Campeão Paulista (pesado) maio/1997 (SJC)
  • Bi-Campeão Interiorano (s/div.peso) 1994-95 (Campinas/Atibaia)
  • 6º Colocado XIV Camp.Brasileiro (s/div.peso) julho/00 (São Paulo)
  • 8º Colocado XVI Camp. Brasileiro (s/div.peso) Junho/02 (Bahia)
  • 4º Colocado no IX Camp.Paulista – Ago/1994 – (São Paulo)
  • Vice-Campeão Paulista – Juvenil – Julho/1991 (SJC)
  • Campeão Regional – Juvenil I Torneio Zona Leste Set/1991 (São Paulo)
  • Vice-Campeão Inter-Regional (absoluto) Nov/1995 (Rib.Pires)
  • 3º Colocado Camp. Regional – Infanto-Juvenil Julho/1991 (São Paulo)
  • Participou dos Campeonatos Brasileiros (Absoluto) 1992/1995/1996 (São Paulo)
  • Participou do II Campeonato Inter-Estadual (Absoluto) Maio/1996 (Amazonas)
  • Participou dos Campeonatos Paulista de 1989/90/91 (Suzano-Sto.André- São Paulo respectivamente), categoria juvenil

CURRICULO PROFISSIONAL

Presidente da Federação Paulista de Karate Kyokushin Oyama 2011. Proprietário da Furlan Academia (01/04/1995) Professor de karate kyokushin ex Atleta, árbitro internacional, Responsável pelo Kyokushin Alto Tietê (Mogi das Cruzes e Região) Coordenador da modalidade Karate do Municipio Pós-Graduado em Marketing e Inteligência Competitiva e Graduado em Administração de Empresas.

INÍCIO DOS TREINAMENTOS 13/6/1987

GRADUAÇÃO 4º Dan (novembro 2012)

PROPRIETÁRIO DA ACADEMIA 01/04/1995

KICK-BOXING ICHIGEKI Camiseta Preta

Dojo Kun - Juramento da Academia

1 - Treinaremos firmemente nosso coração e nosso corpo, para termos o espírito inabalável.

2 - Alimentaremos a verdadeira significação da arte marcial do Karate, para que no devido tempo nossos sentidos possam atuar melhor.

3 - Com verdadeiro vigor procuraremos cultivar o espírito de abnegação.

4 - Observaremos as regras de cortesia, respeito aos nossos superiores e abstermo-nos da violência.

5 - Seguiremos nosso Deus e eternas verdades e jamais esqueceremos a verdadeira virtude da humildade.

6 - Olharemos para o alto, para a sabedoria e para o poder, não procurando outros desejos.

7 - Toda nossa vida, através da disciplina do Karate, procuraremos preencher a verdadeira significação da filosofia da vida.